RIO GRANDE DO SUL | ROTA DOS ÍNDIOS

Caraá, a Rota dos Índios é uma rota circular de tirar o fôlego. Passando pela Planície Costeira, Serra Geral e Planalto das Araucárias no Rio Grande do Sul, o percurso pode ser feito em 3 ou 4 dias. Optamos em fazer mais rápido e leve, para isso, pernoitamos em pousadas rurais ao longo do caminho.

1º Etapa

Rainha do Mar – Caraá 80,00 km

 

Saímos da Rainha do Mar em Xangri-lá por volta das 6:00 hs da manhã em direção da cidade de Tramandaí. Pegamos a antiga estrada litorânea chamada Paraguaçu costeando o litoral observando o mar. Assim que chegamos a Tramandaí cruzamos a cidade em direção a Osório, cidade dos ventos, passamos pelo parque eólico e avistamos nosso primeiro obstáculo a transpor, o Morro da Borrúsia. Com 400 metros acima do nível do mar, com um percurso totalmente asfaltado e íngreme, subimos ao topo no ponto turístico mais popular da viagem pela sua vista do litoral norte e sua plataforma de madeira.

 

 

Logo fomos ao restaurante do Dodô muito frequentado pelas suas comidas coloniais da região. Com as energias carregadas partimos em direção à cidade de Caraá. Percurso longo de estrada de chão com subidas e descidas sempre com uma visão dos pés da Serra Geral. Chegando à pequena cidade, pedalamos mais 16 km em direção à Pousada das Camélias, ambiente bem rústico e aconchegante. Jantamos e, ao som do rio dos Sinos que passa bem a frente da pousada com águas claras e límpidas contrastando com o seu triste percurso final poluído pela civilização, dormimos tranquilamente. 

 

 

2º Etapa

Caraá – Nhuu-Porã – Barra do Ouro – 54 km

 

Após um café da manhã reforçado, arrumamos nossos equipamentos e começamos a pedalar em direção à Serra do Mar. Uma subida infinita, com a mata cada vez mais fechada e o pavimento com cada vez mais pedras. Levamos 5 horas pra subir. Chegamos à pousada Sítio Nhuu-Porã, local muito pitoresco onde os dormitórios são baias de cavalos dentro de um galpão, com uma área de convivência ao centro. Paramos para um bom bate-papo, comer algo, comprar algumas ervas e essências da região. Assim partimos em direção das Terras Indígenas Barra do Ouro M’byá Guarani Aldeia Campo Molhado, trajeto muito úmido com muitos xaxins gigantes, uma maravilha da natureza. Ao chegar próxima da Aldeia dobramos à esquerda atingido nosso ponto mais alto ao lado da lagoa Forjasul. Mais alguns quilômetros e começamos a descer. Foram 17 km descendo por muitas curvas. Pra piorar, começava a escurecer. Chegamos ao nosso destino na região de Barra do Ouro pertencente ao município de Maquiné. Ficamos na pousada rural Rio do Ouro muito bem recebidos com uma polenta com galinha, prato especial da casa.

 

 

 

3º Etapa

Barra do Ouro – Rainha do Mar – 60,00 km

 

Começamos cedo, costeando o rio Maquiné buscando uma rota alternativa fugindo do asfalto. Ao fundo as montanhas e a nossa frente, o destino que seria o mar. Passamos por locais pouco conhecidos como a balsa que divide a região de Maquiné com Capão da Canoa, a “Balsa da Divisa”. Assim que fizemos a travessia já começamos sentir o peso de pedalar em areia fofa. Chegando ao litoral dobramos à direita e encontramos o vento sul, conhecido como “minuano” vento úmido e gelado. Mais 10 km e estaríamos em casa.

 

 

Atingimos nosso objetivo com um percurso de 194 km e 3348 m de altimetria em 3 dias, imergindo em três biomas distintos e uma experiência incrível, com a oportunidade de passar em locais geralmente não frequentados por muitos da nossa região.

 

 

Lembrando, nunca deixe lixo na natureza, traga somente fotos e boas lembranças.

 

Pousadas e restaurantes:

– Pousada das Camélias: +55 51 99948-8650

– Pousada Sítio Nhuu-Porã: +55 51 99710-1705

– Pousada Rio do Ouro: +55 51 98544-0112

– Restaurante do Dodô: +55 51 99877-6206

 

GPS AQUI

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